02 maio 2007

O Sacrifício Limitado - O Senhor Jesus morreu por todos aqueles a quem o Pai concedeu graça, e somente por eles

Nós fomos salvos porque Deus, o Pai nos escolheu para sermos salvos. Mas nós somos salvos somente pela eleição. Não, nós somos também salvos pelo sacrifício sofrido por Jesus na cruz. Pois, como a Bíblia diz, seu nome seria Jesus porque ele iria “salvar seu povo de seus pecados” (Mateus 1:21). Se Deus o Pai elegeu uns para vida eterna, em outras palavras, então preciso continuar dizendo que Cristo morreu por uns somente e não por toda humanidade sem distinção. Isso, também, faz parte dos ensinamentos da Fé Reformada. O sacrifício é limitado - não em seu valor, mas somente para aqueles a quem foi aplicado. O sangue de Jesus é precioso; ele tem valor ilimitado. Também não seria seu valor exaurido se todos os seres humanos fossem de fato salvos por ele. Mesmo assim, existe uma limitação imposta sobre o sacrifício de Cristo, por desejo do Pai. Aqueles que são salvos pelo sangue de Jesus Cristo são somente aqueles de quem a intenção do Pai era de serem salvos. Mesmo sendo a Bíblia clara, quando diz que nem todos serão salvos, algumas pessoas ensinam que foi vontade de Deus salvar a todos os homens sem exceção. Esse ensinamento deve ser rejeitado porque sugere que Deus não é capaz de fazer aquilo que Ele se propôs a fazer. Outros dizem que não foi intenção total de Deus salvar a todos. Dizem que Ele teve a intenção de salvar toda humanidade fazendo uma parte e deixando outra parte como responsabilidade humana. Esse ensinamento também deve ser rejeitado porque diz que Cristo não é o único salvador - Ele então precisaria compartilhar sua glória com o homem pecador. A Fé Reformada, ecoando as Escrituras, ensina que somente algumas pessoas serão salvas. Também nos ensina que somente Deus salva os pecadores, e então nos ensina que aqueles que são salvos são aqueles que Deus quis que fossem salvos. Como Jesus disse ao Pai, falando sobre si: “assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” (João 17:2). “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” (João 10:15). Nós sabemos bem que esta doutrina vai contra a razão natural do ser humano. Já há muito foi dito, contra esta doutrina, que ela restringe a esperança da vida eterna para alguns poucos. Alguns também dizem que se esta doutrina fosse verdadeira, não haveria sentido em pregar o evangelho, uma vez que a morte de Cristo não teve a intenção de salvar a muitos dos que ouvirem sobre ela. Mesmo eles tendo a intenção de reduzir a glória de Deus para aumentar as “chances” do ser humano, como eles vêem. Eles preferem dizer que Deus teve a intenção de salvar a todos com a morte e ressurreição de Cristo, para assim dar a todo homem e mulher uma chance, deixando assim a decisão final para os mesmos! Quão equivocada é essa idéia; ela sacrifica muito e não ganha nada. Dizer que Deus meramente quer que todo homem seja salvo, quantos mais poderão ser salvos? A resposta é: nenhum! Porque mesmo aqueles que trabalham em cima de tal teoria admitem que muitos serão perdidos, como a Bíblia assim ensina. Esse compromisso somente parece dar ao ser humano uma melhor “chance”, mas realmente não o faz. De acordo com a visão reformada, quantos são salvos a menos? A resposta é: nenhum. Pois a própria Bíblia nos ensina que Deus salvará “uma grande multidão que ninguém poderá contar” (Ap. 7:9). E quem, por esse fato, terá menor oportunidade de ser salvo? A resposta novamente é: ninguém. Porque nenhum homem pode saber - até morrer como um não crente - que ele não é eleito, pela simples razão que Deus não revelou esta informação para qualquer não crente. Mesmo assim, aqueles que vieram a Deus através de Jesus Cristo descobriram que Ele morreu particularmente por eles. Eles podem então dizer como Paulo que o Filho de Deus “me amou e se entregou por mim” (Gal. 2:20).

Fonte: www.ipb.org.br

30 abril 2007

Sobre Aborto e Homofobia; Palavra da IPB


“Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público me MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.”
I – Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família. Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima. Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante. II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos. Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(...). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11). Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais. Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.



Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.




Rev. Roberto Brasileiro


Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

15 março 2007

Eleitos de Deus

Uma das doutrinas que tive mais dificuldade de entender, e aceitar, foi a doutrina da eleição. A minha humanidade, o meu senso de liberdade de escolha, a visão particulada de Deus, observando somente o Deus amoroso, me levava a um conflito de difícil solução. Aparentemente.

Quando fui eleito diácono pela primeira vez, estava muito conciente com relação as perguntas constitucionais que saõ feitas na igreja presbiteriana a todo oficial eleito. Sabia que eu prometia aceitar as doutrinas da igreja e defende-las contra heresias que se infiltram na igreja cristã.

Comecei um estudo sobre o assunto utilizando a confissão de fé de westminster, alguns livros sobre o tema e na leitura de textos em sites da net. Comecei a compreender e entender a profundidade e conforto que a doutrina da eleição traz ao coração do crente. Ao mesmo tempo percebi a profundidade da responsabilidade que tenho, dada por Deus, na proclamação do evangelho e na busca por santidade.

Quero fazer então algumas considerações básicas sobre o asssunto.

1 - O ponto principal da fé cristã é crer em um Deus absoluto e soberano. Todas as coisas ocorrem por sua vontade. Nada que ocorre no universo escapa de sua atenção, cuidado e domínio. Este principio torna então basilar que tudo que ocorre com a criação, somente acontence por ordem Dele.

2- O homem esta morto espiritualmente por causa do pecado.
"Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados" Ef 2.1
"...e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, pela graça sois salvos" Ef 2.5
"E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos" Cl 2.13
Para tomarmos qualquer decisão, espiritualmente falando, no que se refere a nossa salvação, somente pode ocorrer se antes Deus agir. É ele que nos dá a vida, e somente o buscamos por que somos compelidos a isso através do Espírito Santo.

3 - O livre-arbítrio que o homem tanto defende não reflete o real. Ninguém pode fazer escolhas realmente de forma independete. Nossas escolhas são fruto de nossa história, de nossa faixa etária, do contexto de criação, da família... Nossas escolhas serão sempre consequncias de um contexto, o que efetivamente não a torna isenta, e consequentemente não é realmente livre.

4 - Vemos muito mais Jesus como salvador do que como senhor. A palavra senhor aparece na Bíblia muitas vezes a mais que a palavra salvador. Se obedecermos mais, se confiarmos mais na orientação de Deus expressa na sua palavra poderemos ser servos melhores e mais felizes.

Para alguém quetem dúvida sobre a eleição, a leitura do capítulo 9 da carta de Paulo aos Romanos, esclarece todas as indagações.

E mais uma coisa. Mesmo que você ainda assim não creia, sem problemas. A sua vitória está garantida, pois o único que vota já te elegeu como vitorioso.

28 fevereiro 2007

Todo homem é mal? A Depravação Total

Tenho conversado com amigos que são católicos. Eles me dizem que todos vão para o céu, que o homem em sua essencia é bom. Em um dos encontros que participei para formação de educadores, um dos palestrantes fez uma afirmativa curiosa: Não existe o diabo. A palavra diablos nos remete para o nosso lado negativo que devemos controlar.

Em várias religiões orientais o principo é que o homem é bom, que sua essencia é marcada pelo belo, e que com meditações e exercícios espirituais é possível atingir um estado de plenitude, o nirvana. Segundo o Houaiss (1 nas religiões indianas, estado permanente e definitivo de beatitude, felicidade e conhecimento, meta suprema do homem religioso, obtida através de disciplina ascética e meditação [Menos us. que o sinônimo mocsa, exceto na doutrina budista.] 1.1 no budismo, extinção definitiva do sofrimento humano alcançada por meio da supressão do desejo e da consciência individual)

Eu poderia ainda fazer mais uma obsevação: Se em nossa essencia somos bons, se basta ao homem buscar essa perfeição, por que isso não ocorre?

As igrejas ditas reformadas estruturam a sua teologia em confissões de fé. A igreja presbiteriana da qual faço parte se apoia na Bílbia sagrada e entende que a Confissão de fé de Westminster expressa de forma correta a teologia bíblica. Vou transcrever então algumas considerações sobre esta posição contidas na CFW.

CAPÍTULO VI - DA QUEDA DO HOMEM, DO PECADO E DO SEU CASTIGO

I. Nossos primeiros pais, seduzidos pela astúcia e tentação de Satanás, pecaram, comendo do fruto proibido. Segundo o seu sábio e santo conselho, foi Deus servido permitir este pecado deles, havendo determinado ordená-lo para a sua própria glória.
Gen. 3:13; II Cor. 11:3; Rom. 11:32 e 5:20-21.

II. Por este pecado eles decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma.
Gen. 3:6-8; Rom. 3:23; Gen. 2:17; Ef. 2:1-3; Rom. 5:12; Gen. 6:5; Jer. 17:9; Tito 1:15; Rom.3:10-18.

III. Sendo eles o tronco de toda a humanidade, o delito dos seus pecados foi imputado a seus filhos; e a mesma morte em pecado, bem como a sua natureza corrompida, foram transmitidas a toda a sua posteridade, que deles procede por geração ordinária.
At. 17:26; Gen. 2:17; Rom. 5:17, 15-19; I Cor. 15:21-22,45, 49; Sal.51:5; Gen.5:3; João3:6.

IV. Desta corrupção original pela qual ficamos totalmente indispostos, adversos a todo o bem e inteiramente inclinados a todo o mal, é que procedem todas as transgressões atuais.
Rom. 5:6, 7:18 e 5:7; Col. 1:21; Gen. 6:5 e 8:21; Rom. 3:10-12; Tiago 1:14-15; Ef. 2:2-3; Mat. 15-19.

V. Esta corrupção da natureza persiste, durante esta vida, naqueles que são regenerados; e, embora seja ela perdoada e mortificada por Cristo, todavia tanto ela, como os seus impulsos, são real e propriamente pecado.
Rom. 7:14, 17, 18, 21-23; Tiago 3-2; I João 1:8-10; Prov. 20:9; Ec. 7-20; Gal.5:17.

VI. Todo o pecado, tanto o original como o atual, sendo transgressão da justa lei de Deus e a ela contrária, torna, pela sua própria natureza, culpado o pecador e por essa culpa está ele sujeito à ira de Deus e à maldição da lei e, portanto, exposto à morte, com todas as misérias espirituais, temporais e eternas.
I João 3:4; Rom. 2: 15; Rom. 3:9, 19; Ef. 2:3; Gal. 3:10; Rom. 6:23; Ef. 6:18; Lam, 3:39; Mat. 25:41; II Tess. 1:9.

Ao analisar então todas estas referencias, é pra mim impossível ver no homem algo de bom em sua essencia por causa do pecado. Será então que não há solução para o homem?

A solução está em que o homem creia que Jesus é o filho de Deus. Que a vida de Jesus é o meu exemplo e que seu sangue derramado perdoa todo e quaquer pecado cometido por mim.

13 fevereiro 2007

A Soberania de Deus

Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. Is 42.5

Qualquer pessoa que tenha temor a Deus sabe e reconhece, pelo menos em palavras que ele é soberano sobre todas as coisas. Reconhecer a soberania de Deus não é um problema, ao meu ver, para a igreja hoje.

Agora viver, falar, agir, adorar, cantar orar segundo essa premissa é algo extremamente complexo. Colocar em prática este conceito e viver segundo ele é um enorme conflito para o homem moderno. Mas por que o conflito? De onde ele vem?

O Homem moderno é fruto do iluminismo que colocou o homem como o centro de todas as coisas. O humanismo exarcerbado do pós-modernismo cria um barreira gigantesca para ser rompida pelo crente atual em compreender a real soberania.

O homem moderno enxerga um Deus soberano, mas com uma visão defeituosa. Deus pode todas as coisas, desde que satisfaçam ao seu coração. Passagens bíblicas são utilizadas para reforçar este deus, serviçal das necessidades humanas imediatas. E a igreja evangélca, em sua maioria, tem compactuado com esta visão.

Deus é soberano. Só de examinar esta frase já é possivel observar que tudo acontece somete através de Dele. Ele é o inicio e fim de todas as coisas. Tudo o que ocorre no universo, ocorre pelo seu governo e ação. Tudo o que eu faço, todas as ações do meu dia-a-dia são governadas, controladas, permitidas, determinadas por sua palavra.

Bem, alguém pode dizer, então como posso enquadrar estes principios no meu cotidiano? Conhecendo como Deus é, como ele se expressa ao homem. A leitura diligente, o estudo da Bílbia com paciencia e cuidado me revela, sob a ação do Espírito Santo, a vontade de Deus. Me faz conhecer a extensão do seu poder e como ele manifesta o seu poder a nós, seres humanos. Me faz ver que mesmo Deus sendo todo poderoso, ele se importa comigo, me conhece de forma pessoal e me trata de forma pessoal.

A sensação de segurança e paz que tenho hoje é uma consequencia direta do poder tranformador que Deus faz no homem através de Jesus. Ele abre meus olhos para enxergar que ele é o centro e eu gravito ao seu redor. Ele governa e eu obedeço. Mesmo nos momento mais duros e difícies. Mesmo que esses momentos não passem.

"...porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia." II Tm 1.12

31 janeiro 2007

A suficiência das escrituras

A base de todas as igrejas cristãs se encontra na Bíblia, um livro com significado espiritual que vem marcando a humanidade ocidental desde os primeiros séculos. Ela apresenta 66 livros, 39 no AT e 27 no NT. Foram livros escritos por homens, mas com certeza, inspirados por Deus.

Faço esta afirmação no fato de que foram livros escritos ao longo do tempo, num espaço aproximado de 1600 anos, e mesmo assim possuem uma harmonia impressionante, uma interligação que nenhum outro livro escrito apresenta.

A Bíblia é a palavra de Deus. Revelada a nós através dos séculos. Ela não está presa a uma época ou cultura. Seus conceitos podem ser aplicados em qualquer tempo, para qualquer pessoa.

A Bíblia revela Deus para o homem. Não uma revelação total, pois nenhum livro pode expressar toda a glória e grandeza do criador. Mas revela o suficiente para sabermos que Jesus é o filho de Deus e que através do seu nascimento, vida, morte e ressurreição temos a salvação e perdão dos nossos pecados e uma vida eterna assegurada para todo aquele que creia que Jesus é o salvador de nossas almas e único caminho aos céus.

São conceitos que parecem exóticos. Um livro que fala de Deus, seu filho, leis, profecias, promessas... Mas quando olhamos com cuidado vemos claramente que fazemos parte de um projeto maior, que somos importantes e temos valor. Não somos frutos do acaso ou de um processo evolutivo qualquer. Fomos criados por Deus, à sua imagem e semelhança.

E vemos que mesmo pequenos, com falhas graves, com um desejo para o erro enorme, ainda assim existe um Deus que me conhece de forma pessoal. Que conhece o meu passado, a minha estória, meus pensamentos e desejos.

Este Deus pessoal é conhecido através da leitura atenta e cuidadosa da Bíblia, com oração e humildade. Deus vai se revelando ao homem, demonstrando a sua vontade, e o comprimento dessa vontade me faz feliz e me completa.

O que temos na Bíblia é suficiente para conhecermos a Deus, para conhecermos seu filho, suficiente para entender o plano de salvação. Posso olhar a natureza, posso analisar a criação, mas o conhecimento de Deus necessário para a salvação somente através da escritura.

Os liberais afirmam que a Bíblia contém a palavra de Deus, o que permite descartar certas partes do texto sagrado. Mas isso é justamente uma fuga para não confrontar-se com o texto e mudar seus pensamentos.

Leia a Bíblia diariamente, confronte as suas idéias com o texto sagrado. Procure aplicar o que você está lendo em sua vida, com as suas ideias, com seus pensamentos. Tenha coragem para mudar. Não faça deste conhecimento algo de orgulho perante outras pessoas. Use o conhecimento para desenvolver a sua salvação.

Faça isso e você irá crescer em santidade diante de Deus.

Um abraço

Alexandre




P.S. O primeiro livro impresso foi a Bíblia por Johann Gutemberg


30 janeiro 2007

Temas importantes


A fé evangélica apresenta um conjunto de conhecimentos que a diferem de outras religiões. Dentro do evangelicalismo moderno, que hoje se tornou um caldeirão, temos uma mistura de grupos extremamente heterogênea.

Eu como presbiteriano, não consigo me enquadrar neste contexto, e sim me vejo dentro de uma visão um pouco mais tradicional, com raizes na reforma protestante do século XVI. Dentro deste presuposto a fé reformada apresenta algumas caracterísiticas que unem, de modo geral, os reformados no mundo tudo. Posso citar 3 pontos básicos: A suficiência das escrituras, a soberania de Deus e as doutrinas da graça.

Estes pontos sempre foram um pouco difíceis pra mim quando era mais novo, por isso volto a eles para, através desse blog explicá-los numa linguagem o mais simples possível com algumas implicações no nosso cotidiano.

A cada novo post vou colocar um ítem para tentar analisá-lo da melhor forma que eu conseguir, com a ajuda de Deus.

Um abraço

Alexandre

22 janeiro 2007

A IGREJA QUE SONHO VER

SONHO com uma igreja onde os crentes são assíduos e pontuais, cooperando para que os cultos sejam mais espirituais.

SONHO com uma igreja onde há acentuado louvor em todas as reuniões, com participação de todos.

SONHO com uma igreja avivada e com visão missionária, onde há colheita todos os meses.

SONHO com uma Igreja de oração e temor de Deus, a exemplo de Atos 2.12, 43, 47 e 9.31.

SONHO com uma igreja onde todos os membros entendem que o dízimo é do Senhor (Malaquias 3.10) e um meio de graça, para maiores bênçãos.

SONHO com uma igreja onde os dons espirituais são entendidos e exercitados, sob a orientação do Espírito Santo que em nós habita.

SONHO com uma Igreja onde se combate as “obras da carne” e se cultiva o “fruto do Espírito”, sem restrições e preconceitos.

SONHO com uma igreja consagrada e santificada, onde não há pecados escondidos, um dos principais entraves ao seu progresso.

SONHO com uma igreja preparada e “ataviada como noiva”, aguardando o arrebatamento, o encontro com Cristo, conforme I Tessalonicenses 4.13-18.

(Texto do Pastor Oséas Heckert, escrito em 1987)

P.S. O Rev. Oséas Heckert foi pastor da 4a IP de Juiz de Fora por quase 30 anos

09 janeiro 2007

A Prisão dos Hernades



Hoje pela manhã os jornais noticiaram a prisão do casal Estevam Hernandes e sua esposa Sonia em Miami, EUA por entrarem com U$$ 56.000, valor acima do limite permitido. O Casal tem estado na mídia nos últimos dias de forma bem intensa, numa divulgação detalhada sobre as atuações da igreja Renascer, fundada pelo casal.

A ação desse casal e mais uma repetição de vários outros casos envolvendo pastores, dinheiro e riquezas. O crescimento rápido dessa denominação, que apresenta jovens em sua maioria, surpeendeu a muitos pela sua linguagem moderna com muita música e imagens.

Não tenho críticas à esta igreja, nem a seu modo de ser. Fica para outro post.

Meu foco é na pessoa humana. O Pr. Estevam é pra mim um grande pregador, mas que não resitiu em seu lado humano às riquezas expostas diante dele. A visão da teologia reformada nos ensina que o homem em sua essencia é mal, e sempre inclinado para o pecado. O nosso coração somente deseja a Deus quando o Espírito Santo habita e governa. Muitas vezes nos tomamos a frente e governamos. Quase sempre quebramos a cara (quando não é pela misericordia de Deus).

O que aconteceu com a família Hernandes é um alerta para mim, para nós com relação a estarmos atentos com nossas ações diárias. Estar atento para que tudo o que fizermos, seja para a glória de Deus. Estar atento para que as nossas decisões aconteçam sempre pela luz da palavra de Deus e de seu Santo Espírito.


"Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair."
I Co 10.12

02 janeiro 2007

Saddam, violência e Vida

Começamos o ano ouvindo sobre a morte de Saddam Hussein, o carniceiro iraquiano, o matador de mulheres e crianças, o diabo do oriente. Videos já estão na internet mostrando cenas do enforcamento. Saddam foi um lider violento e sanguinário que levou, através de ordens (e dizem até pessoalmente) à morte de várias pessoas.

Sua morte, com certeza vai levar a um recrudescimento da violência no já tão sofrido Iraque. Com certeza os xiitas comemoraram muito, após anos de governo sunita. Com certeza o país já vive a muito tempo uma guerra civil, sem precedentes. Algumas fontes já falam que o número de mortos é maior depois da ocupação americana, do que no período de satâ, que dizer Saddam.

Muitos evangélicos vêem a atual situação como a mão de Deus, punindo aqueles terroristas sem coração e adeptos de uma religião violenta e sectária.

Procuro olhar com outros olhos a atual situação desse país tão distante, mas que guarda em suas terras a história da aliança que Deus fez com Abrão a mais de 4.ooo anos. Aliança esta perpétua que nós, seus eleitos, participamos com coração cheio de gratidão.

As causas mais espúrias foram utilizadas para começar esta guerra. A morte de pessoas inocentes ocorre quase sem nos causar mais dor, pois só temos diante de nós uma imagem nua, fria e distante.

Penso então na mensagem de Jesus no sermão do monte e das suas bem-aventuranças e me pergunto: - É necessária tanta violência?

Não quero entrar no mérito da guerra, mas suas consequências já passsaram do aceitável. A morte de Saddam não resolve nada. Sua prisão perpétua seria pra mim muito mais educativo para todos.

A mensagem da graça fala de vida e não de morte. Fala da esperança e não da desilusão. Olhar esta realidade da graça me impulsiona a dizer cada vez mais, para um número maior de pessoas que existe resposta para hoje, para agora, através de Jesus, e não somente em outra vida.

Jesus, a minha esperança, a minha fonte de vida.